sexta-feira, 24 de julho de 2015

Coisas simples fazem-nos felizes

Podia dizer que estou muito feliz porque hoje entro em férias. Estou, apesar da chuva que até me baralha as ideias, mas não é por aí...

Ultimamente tenho andado triste, desanimada, sem vontade de escrever, tudo por culpa do meu joelho. Fui correr uma vez pela estrada e apesar de ter corrido bem, quando parei quase nem podia andar com as dores. Tentei mais um dia mas corri 100 mts e voltei para casa furiosa. Não conseguia. Tinha mesmo de descansar. Mas este descanso está a pôr-me com os nervos em franja, ando stressada, as calças começam a apertar-me e ando desanimada. Triste. Ansiosa, porque como estou melhor na próxima semana recomeço.

E ontem, à hora de almoço o marido pergunta-me se quero ir dar uma volta de bicicleta. Apetecia-me dizer logo que sim mas já tinha o jantar programado e levava algum tempo, ir comprar estava fora de questão que as minhas finanças andam pela hora da morte e ele que vai ter um trail próximo domingo não devia descansar? Ok, para mim os 30kms que fazemos ao final do dia é puxadito, para ele é um passeio por isso não se cansa. 
Demos a volta situação e enquanto nos preparávamos, pusemos o filho mais velho a adiantar uma coisa mais simples e que eu terminei quando cheguei a casa. 

Já não pegava na bicicleta há mais de um mês, estava com receio do joelho principalmente nas subidas, mas nada, não me doeu nada, fiz os 30kms bem, muito bem, mesmo a nível de caixa. Só as pernas é que ainda não tenho pernas para maiores pedaladas mas nem para pedaladas nem para corridas mas é tudo uma questão de treino. Senti-me tão livre, tão feliz, de repente parecia outra pessoa. Tenho a sensação de que a minha vida parou durante estes 15 dias e ontem voltou a rolar. Há coisas simples que nos fazem muito felizes! 

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Senhor, estou muito cansada*

Descansa, Sol, descansa....


*Ou, as saudades que eu vou ter do monte!

A última vez no monte

O treino de ontem foi suave outra vez. Quer dizer, eu falo suave porque não me esforço muito nas subidas porque em estradões e descidas é tudo normal. 
Até chegar ao monte é sempre a subir mas é em estrada e em estrada como o piso é regular não me dói nada. Mas chegamos à primeira subida tive de parar logo porque me começou a picar e já me condiciona a subida. No final da subida recomeço sem dor. Mais à frente a subida até era pequenina mas toquei numa pedra e o joelho doeu logo. Ficamos ali parados, assim não pode ser, não posso passar a vida a parar. Pensei em voltar para casa e deixar o marido continuar, mas eu queria tanto...pedi-lhe para ter paciência e apenas por ontem acabávamos a corrida de uma forma mais suave. Enquanto corria pensava o que havia de fazer. O trail que eu queria ir no final do mês, que é cá no concelho e numa zona muito bonita que eu queria muito fazer, esse foi-se à vida. Não dá. Até porque já vi o vídeo promocional e há um escadório enorme para subir e escadas é o que mais me custa subir. Fiquei triste, queria tanto ir a esse trail....paciência. Decidi que o monte este ano fica para trás. Talvez não esteja a usar as melhores sapatilhas para o monte. Já andei a ver umas mas para já não dá para comprar. Vou voltar à estrada e intercalar com BTT. 
No final, apesar de todas as paragens que fizemos, o tempo feito nos 8 kms ainda foi melhor. Fiquei satisfeita com o tempo feito mas preciso de mais kms.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Treino Suave

A semana passada estive parada. Estive a descansar do trail e a descansar o meu joelho que me começou a doer. Não é uma dor contínua, dói-me quando tenho de fazer um esforço maior com o lado esquerdo, a subir escadas por exemplo e quando vou a conduzir, ao colocar o pé na embraiagem. E não é sempre.
Ontem ainda me doía mas era dia de ir correr e não quero estar muito tempo parada. Até à última pensei em não ir até porque as dores estavam cada vez mais intensas. Comecei a ficar mal disposta mas estava era a arranjar mais uma desculpa para não ir porque quando se começa a correr tudo passa. Tomei um chá com bastante açúcar, vesti-me e pensei que fazia meia dúzia de metros e voltava para casa. Mas não. Aguentei-me bem. Nos trilho em que o terreno era plano eu fui sempre bem, quando havia subidas mais acentuadas e me começava a dar as picadas eu parava e ia a caminhar. Recomeçava novamente sem problema nenhum. Decidi não subir ao monte no final porque a subida é maior e mais íngreme e não queria forçar muito o joelho. Foram 8kms muito suaves, soube-me a tão pouco mas já deu para expulsar aqueles sentimentos negativos de irritação que se apoderaram de mim estes dias. Sinto-me mais calma. E mais dorida também, mas isso eu gosto!

terça-feira, 7 de julho de 2015

Sabes que estás a precisar de férias quando...

...Ligas a televisão mas ela desliga-se porque já estava ligada.
...o teu colega pede para o ir buscar e passados 15 minutos liga-te a perguntar se te esqueceste (claro que esqueci!)
...Mais tarde pede-te para o ires buscar a um sitio e tu vais buscá-lo a outro
...enervas-te com pessoas e discutes assuntos que não são discutíveis
...quando te perguntam porque estás tão enervada as lágrimas rolam


quarta-feira, 1 de julho de 2015

Coisas que uma mulher sonha durante uma vida e acontecem num trail

Ter dois polícias a mandar parar o trânsito só para a madame passar!

O trail

De um modo geral, posso dizer que o trail correu bem, visto que fiz o meu melhor tempo. Mesmo assim houve alguns factores que me dificultaram a prova: primeiro foi o calor que se fazia sentir nesse dia. Se eu já tenho uma respiração ofegante então nesse dia foi bastante pior, estava a ver que abafava. 
Tal como tinha dito, tinha um medo muito grande de me perder porque não tenho o hábito de seguir as fitas. E aconteceu logo no inicio da prova. Eu ia sozinha e pareceu-me ver alguém virar à esquerda e eu virei também. Embalei na descida e só quando cheguei lá abaixo é que me apercebi que havia vozes e que não vinham na minha direcção. Procurei as fitas e não as vi em lado nenhum. Voltei para trás já com o coração acelerado pelo medo. A partir daí fui sempre com muita atenção às fitas e nunca mais me perdi!
Fui sempre sozinha. Os da frente iam bastante distanciados de mim embora de vez em quando conseguisse avistar umas cabeças ao longe. Os de trás acabaram por ficar bastante para trás. 
Levei uma bebida energética embora eu não notasse diferença nenhuma, antes pelo contrário, talvez por isso tivesse feito melhor tempo. Foi a primeira vez que bebi e não contava que fosse tão açucarado o que ainda fez com que tivesse mais sede. E a minha sede fez com que fizesse mais uma asneira: cheguei ao posto de abastecimento e nem comi, bebi dois copos de água seguidos que ficaram embolados no lado esquerdo e me dificultou bastante o resto da prova pois tinha dores incómodas.
Apesar de todas as dificuldades cheguei à meta super feliz. Por ter superado o trauma de ir sozinha e pelo tempo que fiz.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Estranhos fenómenos - Alguém me explica?

Quando o meu pai faleceu, em Janeiro, comprei duas bolsas pretas. Embora já não ande vestida toda de preto continuei a usar as bolsas porque gosto muito delas e desde essa altura, Janeiro portanto, são as únicas que uso.
Vou aos correios todos os dias. Todos. Os correios onde eu vou têm alarme à entrada das portas. 
Quarta-feira quando ia a sair, ia um puto a entrar e ao passarmos nos alarmes ele tocou. Pensei que fosse ele que levasse alguma coisa e não liguei. Ontem quando entrei voltou a tocar mas como eu entro pelas traseiras pois só vou ao apartado e como tinha o carro mal estacionado não liguei e à saída voltou a tocar. Hoje mudei de bolsa. Entrei nos correios e voltou a tocar. Ninguém ligou nenhuma porque já todos me conhecem, vou lá há 4 anos. Mas irritou-me e fui perguntar o que se passava. Mandara-me ir falar com um Sr. para ele passar a máquina. Tirei tudo o que tinha na bolsa e não apitou. Passei a bolsa e apitou. Ele diz que devo ter uma etiqueta por dentro do forro. What? Então e a outra que andei ontem, também tem? E porquê agora quando eu ando com elas desde Janeiro? Eu continuo desconfiada, mas vou abrir o forro das duas no fim de semana porque a verdade é que só apita na bolsa. Alguém me explica isto?

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Último Treino

O último treino antes do trail já foi feito. Já não faço mais nada até domingo. 
O treino correu melhor do que eu estava à espera. Fiz 10,5km em melhor tempo mesmo sem ter feito por isso e cheguei ao fim a suspirar por mais. A barreira dos 5kms continua lá, enquanto não os atinjo a minha respiração não abranda e isso limita o meu passo. A partir daí até dançar nas subidas sou capaz!

Para a prova de domingo estou nervosa. Bastante. Não sei se mais ou se menos que da outra vez mas estou nervosa. Se da outra vez eram para cima de 500 participantes, desta vez são pouquinhos, não chegam a 50. Da outra vez o marido foi comigo, desta vez vou sozinha porque ele vai ao trail longo. Tenho medo de me perder porque não tenho sentido de orientação e apesar de haver fitas a marcar o caminho eu habituei-me a seguir as pessoas e não as fitas. Tenho medo de ser uma vergonha para mim própria, eu consigo correr durante muito tempo mas corro a passo de caracol. Também já parti do principio que vão poucos participantes e todos têm muito mais experiência que eu e correm muito mais que eu. Tenho receio de ver os outros a parar e a caminhar e eu fazer igual mesmo estando bem para correr como aconteceu no outro trail. Tenho medo de estar muito calor e eu ficar sem água, como acontece quando ando de bicicleta, o marido diz que tenho de aprender a racionar. Nesta altura eu tenho medo de tudo e mais alguma coisa porque vai ser mais uma novidade para mim e eu fico sempre muito nervosa com as novidades. 

Vai correr tudo bem no fim, eu sei, mas até lá vai-se formando um remoinho aqui no meu estômago e vai aumentar de intensidade até ao fim da prova. Suspiro. Nunca mais é domingo.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Cheira bem...cheira a livro!

O filho mais velho lê. Mas é rapaz para brincar com os números e precisar de mais tempo com as letras.

O filho mais novo lê. Tal como a mãe, não percebe nada de números mas gosta das letras e por isso, ler já é um hábito.

Seguindo a rotina habitual, ontem foi dia de ir à biblioteca municipal, desta vez entregar "Beatriz e Virgílio" de Yann Martel. De volta, em vez do que estava previsto (para não me perder no meio dos livros, antes de ir à biblioteca, vou ao site e tiro a refª. do livro que quero), deparei-me com Patrick Modiano e sendo um Nobel da Literatura resolvi deixar a minha escolha para trás e trazer "Horizonte" deste autor.

Levei comigo o filho mais novo porque também já é hábito nas férias ir comigo à biblioteca e trazer um livro para ele. A primeira coisa que ele fez mal saímos a porta da biblioteca, qual é, qual é? Folhear o livro e cheira-lo! Tal mãe, tal filho. Cheira tão bem...cheira a livro!

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Da ausência

Uma ausência "forçada" pelo entusiasmo num novo projecto pessoal. Não é nada de especial mas tudo o que é novo prende-me a atenção e distrai-me das outras coisas.

De qualquer das formas o meu exercício tem andado parado. Estamos numa altura do ano em que as actividades dos filhos se sobrepõem a todo o resto e temos de estar sempre disponíveis para eles. 

A bicicleta anda parada, tenho uns calções novos para estrear e para vos mostrar, mas vai continuar parada mais uma semana pelo menos.

Quanto à corrida, fiz uma na terça-feira passada, de 12kms e notei dificuldades pela ausência de exercício. 
Amanhã faço mais uma corrida, a última antes do próximo trail que é já no próximo domingo. Vão ser 12kms e não estou minimamente preparada. É desta que meto conversa com o homem-vassoura! Venha ele!


terça-feira, 9 de junho de 2015

É por isso que eu nunca irei muito longe na vida

Ver uma pessoa a gabar-se de ter feito uma coisa que na verdade não foi ela que fez e toda a gente a aplaudir que está o máximo, a dar o parabéns, essa pessoa a ficar toda orgulhosa...eu não consigo ser assim.

Sempre esclarecedor

Vai a Sol andar de bicicleta com o marido e como não conhece o caminho pergunta (isto acontece constantemente):

Sol -é para a esquerda ou para a direita?
Marido - É sempre!


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Estás marcada

Quando comecei, olhava para aquela subida como missão impossível. Ao ver o marido subir como se estivesse a pedalar numa recta, ria-me e pensava como era possível alguém fazer aquela subida em cima da bicicleta. Naquela altura ainda não visto nada!
Mais tarde comecei a tentar mas nem um terço conseguia fazer. Um dia sem exemplo, em que pedalei como se o fizesse todos os dias, consegui fazê-la e senti-me muito feliz. Foi a primeira vez. A partir daí deixou de ser missão impossível. Ontem também consegui mas com bastante custo. Soube mais tarde que não foi por não estar preparada, mas porque já estou mais preparada e já não é tão difícil por isso a técnica tem de ser outra. Fiquei irritada! Mas tão irritada, tão enraivecida que só me apetecia voltar para trás e fazê-la novamente. Está marcada, irritou-me e eu não gosto que me irritem. Da próxima vez quem se vai ficar a rir vou ser eu, porque quem ri por último, ri muito melhor.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Acima de tudo desfrutar

É certo e sabido que quanto mais corro mais quero correr.
É certo e sabido que gosto mais de correr no monte do que na estrada.
Na estrada é fácil, o piso é certo, as passadas são certas, no monte é inconstante, dá mais gozo.

Na estrada estamos sempre condicionados ao barulho e ao fumo dos carros, nem se respira em condições. De quando em vez são outros cheiros que se vão sentindo, ora de um churrasco, ora de uma sardinhada, ora de uma cebola queimada entretanto esquecida num refogado. Para não falar no cheiro do estrume quando passo nos campos e o cheiro vindo dos contentores de lixo. Quando vou à marginal há o cheiro da maresia. Esse sim, eu gosto. 

Correr no monte traz outros benefícios. Barulho, só o do canto dos pássaros, o das nossas passadas e o da minha respiração que afasta qualquer bicharada que por perto se encontre! Cheiros, são os melhores. O cheiro da natureza, o cheiro dos pinheiros, o cheiro dos eucaliptos que nos enche os pulmões de ar puro. E os trilhos. Há trilhos lindíssimos no monte, quanto mais selvagens mais bonitos são, embora alguns já estejam a precisar de alguma limpeza o que é sempre de lamentar quando não é feita. 

Ontem fiz 12 kms sempre no monte. Nos primeiro 5kms ainda não consigo controlar a respiração e por isso sejam subidas ou descidas é sempre difícil. Passada esta barreira, podem vir subidas, descidas, pedras, rochas, raízes, o que for, está tudo ok e ataco-lhes com garra. O pior vem ao fim de 11 kms, já com o coração na boca, ainda ter que subir o monte de forma íngreme. Mas vale sempre a pena quando chegamos lá no topo e temos como presente uma vista maravilhosa como esta:




Socorro!

É já no próximo domingo a Primeira Comunhão da minha afilhada e as nódoas negras ainda estão visíveis....o que é que eu faço?

terça-feira, 2 de junho de 2015

Mergulho

Desde que, em Dezembro, comecei a correr e a fazer BTT que percebi que o desporto diz muito de nós. A forma como encaramos as situações, os desafios, o cansaço, o sofrimento. No desporto como na vida, costumo dizer eu muitas vezes. Não há maior mergulho interior do que este. Estou a descobrir-me novamente, e por vezes parece que não me reconheço. Dizem que sou muito forte mas a verdade é que cada vez mais descubro que isso não se adequa a mim. Costumo sê-lo para os outros, quando precisam, eu incentivo, dou apoio, estou sempre lá. E parece que dou tanto de mim aos outros que me vou deixando sempre para segundo plano e quase nem me conheço.

Sou fraca, desisto facilmente, choro por tudo e por nada, não tenho confiança em mim, dependo da opinião dos outros para continuar, dou demasiada atenção ao comodismo. Nos momentos mais difíceis são os pensamentos negativos que me dominam e que me fazem entender que nunca mais vou a lado nenhum. Preciso de dar liberdade de expressão às minhas melhores e piores emoções. Depois disso sou livre, sinto-me a conquistar o mundo, até chegar a próxima fraqueza. Mas tal como na vida, tudo se conquista por etapas, ninguém chega ao topo sem cair primeiro, sem persistência e sem trabalho.
Quando vejo uma subida pergunto-me sempre se não há um caminho alternativo e em vez de me atirar com garra sinto-me a desmaiar com medo e não dou luta ao cansaço. É aqui que choro, choro porque sou fraca, porque não tenho atitude e estou à espera que tudo seja fácil. Choro porque é aqui que me olho e é aqui que não me reconheço.  

Foi aqui que descobri que na vida também sou assim. Resignada, deixo-me vencer e não agarro oportunidades nem desafios por parecerem demasiado difíceis e/ou irreais. O comodismo. Porque as vozes dos outros falam mais alto e dou-lhes sempre razão. Descobri que sem persistência não vamos a lado nenhum, que temos os nossos sonhos e a nossas ideias e não podemos deixar que isso fique apenas no papel ou na mente. Precisamos de desafios, de objectivos na nossa vida e precisamos de acreditar neles, lutar por eles, rastejar por eles se for necessário. Tudo é possível, apenas precisamos de acreditar, deixar de lado o comodismo e as vozes que entoam os nossos ouvidos, o medo, a fraqueza. Mostrar-nos, mostrar ao mundo do que somos capazes e não desistir nunca à primeira porta que se fecha, à primeira desilusão, à primeira queda. Para tudo é necessário luta, garra, para tudo faz falta trabalho.
Tudo é possível, basta acreditar e não ficar à espera que as coisas aconteçam ou que caiam do céu (porque ainda há quem acredite nisso).

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Assim gosto

Agora que o futebol acabou, o meu cunhado que é jogador, fica mais disponível para ajudar a minha irmã na loja dela, por sua vez ela tem mais disponibilidade para ir buscar as filhas e o meu filho e assim eu e o marido ficamos com mais disponibilidade para correr e para o BTT.

Ontem, apesar de ainda estar toda pisada do BTT de domingo e toda dorida da corrida de terça, mal chegamos a casa, pegamos na bike e lá fomos dar uma volta. A ideia era fazer os quase 20kms em que me iniciei mas como tínhamos tempo e como até foi rápido aumentamos o percurso para os 30kms. Foram 2 horas sempre a pedalar e desta vez sem quedas!
O percurso que fiz ontem foi exactamente o mesmo que fiz da última vez que usei as sapatilhas normais, que foi quando eu decidi que ia comprar as de encaixe. E, apesar das quedas de domingo, não me arrependo nem um bocadinho. Com tempo e com treino eu chego lá mas só à custa das sapatilhas de encaixe ganhei uma hora neste percurso para não falar das dores que senti da outra vez e desta vez não senti nada.
O marido ainda me ensinou algumas técnicas para fazer melhor as subidas sem tanto esforço e a verdade é que já as fiz melhor embora na hora tenha de pedir ajuda a todos os santos e mais alguns mas na verdade quando cheguei a casa soube-me a muito pouco. Até que gostava de tentar subir um monte, dos mais baixinhos, mas o medo de cair ainda está muito presente. Mas, xiiiuu, não lhe digam nada se ele sabe disto põe-me a subir o mais alto que há pela zona!  

quarta-feira, 27 de maio de 2015

14

Foi o nr. de  quilómetros que corri ontem. 
De volta à estrada e novamente sozinha resolvi esticar o percurso mais um bocadinho. 
Debaixo de um sol abrasador que me fez pingar desde que saí de casa fui em direcção à cidade como de costume. Foi o contraste total quando chego lá e sou envolvida pela nortada que tanto nos caracteriza. Ou era eu que já estava muito quente ou a nortada também era quente. Eu pelo menos não senti frio nenhum, mas a verdade é que me estava a fazer uma certa confusão as pessoas a caminhar na marginal com casacos de inverno e eu com uma camisola de alças. 
Estiquei o percurso mas não consegui esticar o passo. Por muitos que visse a passar por mim a voar, não consegui ter vontade de acompanhar ninguém. O cansaço de domingo ainda era muito e ao fim de 10kms estava estafada. Mesmo assim continuei até casa quase a passo de caracol mas sem parar. Reparei que a minha respiração nas subidas está bastante melhor.
O pior é quando chego a casa. Não são só as dores musculares, é o meu corpo todo que fica ressentido. Hoje, é para esquecer, mal consigo andar e subir e descer escadas é um martírio. Mas fico feliz com a minha evolução. Para quem há 6 meses começou a correr 3 kms e tinha que parar "n" de vezes pelo caminho, passado este tempo sinto uma grande vitória. Também espero evoluir assim na bicicleta mas como os treinos são com menor frequência não posso exigir demais. Mas eu chego lá, com treino tudo se conquista.

Andam por aí a falar de mim

É a Loira. Aqui.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Não sei explicar

Mas aquela fobia que tenho pelas cobras quando corro, desaparece completamente quando vou a pedalar.

Sol, a dar espectáculo ao domingo de manhã

Não sei precisar quantas vezes foram. Talvez cinco. A determinada altura eram as lágrimas que rolavam, não pelas dores mas pela frustração, pelo desânimo, pela tristeza.

Falamos das minhas quedas na bicicleta no domingo passado. Resolveram fazer-me mais 40kms em trilhos bastante técnicos. Muita pedra solta, muito terreno acidentado, muitas raízes, muita areia. Diz o marido que da outra vez só caí uma vez, que não percebe o que se passou desta vez. Talvez eu desta vez tivesse um excesso de confiança e permiti-me fazer aquilo que da outra vez não permiti por medo. 

Da primeira vez ninguém se apercebeu que caí. Ia numa descida cheia de pedras, raízes e alguma lenha e bati em qualquer coisa e caí. Pior foi conseguir levantar-me porque tinha a bicicleta em cima da perna e o pé encaixado, cada vez que tentava levantar a bicicleta ela deslizava e eu ia com ela. Apareceram uns miúdos que tentavam subir mas desistiam logo à primeira pedra e o grupo ficou a olhar para eles. Pedi que me viessem ajudar mas a resposta obtida foi: "que se passa contigo? Que estás aí a fazer?"! Nada, ora, apeteceu-me descansar em cima do mato, coisa fofa... Os miúdos também não perceberam, eu lá desencaixei a sapatilha e desci. Mais à frente foi a vez de um grupo de caminhantes assistir aos espectáculo da queda em cima de uma raiz de uma árvore que fazia uma espécie de degrau. Consegui levantar-me bem, recusei ajuda e prossegui. Na vez seguinte estávamos parados eu ia começar a andar encaixei uma sapatilha mas não consegui pôr-me em cima da bicicleta e voltei a cair. Esfarrapei-me toda, foi no paralelo. 
Entretanto os dois irmãos do grupo foram embora tinham uma festinha em casa e não queriam chegar tarde. Não sei explicar porquê mas isso fez-me ficar triste, percebi que estávamos a andar bem devagar por minha causa. Continuei com o marido e entramos na rota das praia. As quedas sucederam-se porque os caminhos estavam cheios de areia devido à ventania que se fez sentir a semana passada e como não estou habituada mal a roda encontrava areia ficava enterrada e eu caía. 
Logo que conseguimos, entramos na estrada para casa porque era impossível continuar. Ia desanimada. Pensei em desistir, pensei em trocar para as sapatilhas normais, pensei em desistir...desistir...desistir...

Depois de tomar banho é que me apercebi bem dos estragos: estou toda pisada, nas pernas, nos joelhos, nos braços, até no rabo! Não gostei de me ver assim, isso condicionou o meu domingo porque fiquei aborrecida. Decidi não ir no próximo domingo porque não posso correr o risco de ficar mais pisada pois no domingo seguinte tenho a Comunhão da minha afilhada e vou de vestido. No domingo seguinte também não vou, é dia de festa cá na terra. Mais uma temporada sem pedalar....o marido perguntou-me se queria mesmo desistir. Ia responder que sim mas pensei: aqui está a minha atitude perante a vida, desistir à primeira dificuldade. É isto que eu faço sempre, é isto que quero continuar a fazer? Desistir é a solução? É isto que eu tanto admiro nos outros? Não, eu não vou desistir.
Mas também não posso ir nas próximas 3 semanas. Então, ele lá encontrou a solução que eu tenho pedido desde que decidi comprar as sapatilhas (mas ele não me ouve): visto que aos sábados também não vou poder, vamos fazer durante a semana o percurso onde me iniciei até ter mais segurança na bicicleta e nas sapatilhas. É irritante, os homens não ouvem nada que uma mulher lhes diz, acham que sabem sempre tudo. Se tivesse feito logo isto quando lhe pedi talvez agora não andasse agora cheia de dores e de nódoas negras.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Oooops

Depois de analisar e voltar a analisar e analisar mais uma vez a factura, diz-me para a guardar porque não concorda com o valor e tem que falar com determinada pessoa sobre o assunto. Afasta-se um pouco e começa a resmungar: "deve estar a sonhar, cinco mil euros? Foda-se! Está louco...não...nem pensar". Fico a olhar para a factura que ainda é manual, e penso que o dois está mal feito, deve ter trocado os números e chamo a atenção que não é cinco mas dois. O olhar dele é fulminante, não gosta que o chamem a atenção porque acha que nunca se engana. Devolve-me outro olhar que me mete medo, chega-se perto e aponta para um número: "O que é isto caralho? Não é um cinco?" e eu respondo "sim, é um cinco, mas isso é o nr. de contribuinte". Retira-se sem me olhar e eu engulo uma gargalhada até ficar segura que estou sozinha.

Fobia

Gosto muito do monte, de andar no monte. Desde pequena que ia com a minha avó embora naquele tempo se visse o monte como um espaço sombrio onde deveríamos passar o mínimo de tempo possível. Desde há uns anos que faço caminhadas no monte, agora juntou-se o BTT e a corrida. E era tudo muito bom, não fossem aqueles bichos rastejantes que eu tenho fobia: as cobras.

Já vi muitas, mortas. Ainda ontem vi uma enorme na estrada.
Já vi muitas na televisão com lugar a sessões de gritaria, encolhimento no sofá, agarração à almofada e a esconder um dos olhos, quando não até os dois.

Cobras vivas acho que vi 3. A primeira, andava eu na escola primária e já tinha medo de cobras. Herdei este medo horrível da minha avó. Ia para a escola e vejo uma a sair de um buraco de um muro perto de casa. Corri de volta a casa e foi uma vizinha que me levou à escola. Ainda hoje quando lá passo olho para o buraco "à procura" da cobra.

A segunda vi-a a atravessar a estrada. Não fiz muito alarido porque ia muita gente comigo, ela seguiu o caminho dela, nós seguimos o nosso.

A terceira foi o meu colega que a apanhou no estaleiro e trouxe-a para cá metida numa garrafa de plástico. Meteu-a no escritório dele do armazém e quando eu soube comecei aos gritos e aos pinchos e ainda não a tinha visto! Resolvi, a medo, ir conhecer a nova amiga. Quando ele me mostra a garrafa ela vira-se para mim de boca aberta pronta para me atacar! Ainda bem que estava dentro de uma garrafa! Mandei um berro e corri desde o armazém até ao escritório. Que horror! Esses dias foram um tormento para mim. Eu tinha medo que o colega soltasse a cobra de propósito só para me ver berrar, eu tinha medo que ela se soltasse de dentro da garrafa e andasse por aí a passear, eu andava sempre a espreitar por baixo da secretária... E cada vez que a porta cá do escritório se abre de forma automática e não entra ninguém, vou a correr espreitar e vasculhar se não foi uma cobra que entrou. É horrível!

Quando vou correr ou caminhar para o monte, é inconsciente, mas vou cheia de medo e tenho de vigiar o meu caminho. Enquanto corro olho para todos os cantos a ver se não há cobras. Eu sei que elas fogem de nós, que também elas têm medo de nós por isso fogem, mas é inconsciente, digam o que disserem eu tenho fobia. Estou sempre a pensar que pode cair uma de um pinheiro em cima de mim (eu sei que isso não acontece), eu olho para cima dos muros porque pode estar lá uma e ao ser incomodada com o meu barulho atacar-me, eu olho para as pedras, para as raízes, eu olho para todo o lado porque não consigo, é mais forte que eu. Já confundi um pedaço de mangueira riscada com uma cobra e mandei um berro. A mangueira continua no mesmo sitio e cada vez que passo lá desvio-me e olho para ter a certeza que é mesmo uma mangueira. Faço mil e uma coisas para distrair o meu pensamento mas por vezes até as raízes têm formato de cobra, ok...chega, chega, fico por aqui!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

De volta ao monte

Desde aquele último treino para o trail, em que não consegui vencer aquelas subidas e que mais tarde voltei e não consegui mais uma vez, que eu pensava nelas e em como tinha de vencê-las.
Ontem voltamos à corrida no monte. Como os primeiros 4kms são sempre a subir torna-se muito difícil para mim pois não consigo abrandar a respiração que se torna cada vez mais ofegante. O meu medo é muito, vou o caminho todo a vigiar (vou fazer um post sobre isso) e pouco me concentro no que vou a fazer. Talvez por ir tão pouco concentrada desta vez consegui! Mais parecia que estava em fase terminal, tal era a minha respiração, mas consegui o que queria. Não posso dizer que me senti muito feliz com isso, fiquei feliz sim mas quero fazê-la de novo ainda melhor, sem ter que lutar tanto para respirar. Ainda não está como eu gosto. Mas como o marido voltou às corridas, esta semana ainda voltamos lá.
Eu corro muito devagar, então no monte nem se fala. Quando vejo a minha sombra começam os pensamentos de desânimo, enfim.
Já com a respiração controlada, quase pronta para subir o monte novamente passa por nós um rapaz a correr também. Fiquei encantada, ele corria como se estivesse a passear, não se passava nada, dava passos longos, corpo esticado, encarava o monte como se fosse o céu que ele queria alcançar. "Olhei" para mim e parecia que nem me mexia ao pé dele, parecia que corria toda encolhida e como se fosse morrer no próximo momento...que tristeza. Foquei-me nele, levantei o tronco e comecei a dar passadas mais largas como se quisesse conquistar o mundo. Deixei de vigiar o caminho. Naquele momento era apenas o cume do monte que queria conquistar mas mesmo assim corri por ali acima com mais vontade do que alguma vez tive. Quando alcancei a recta foquei-me mentalmente no rapaz e comecei a puxar pelas minhas pernas. Deixei o marido para trás que começou a correr mais rápido para me alcançar...até ao cume. Depois descemos o monte e como a descida é bastante acentuada e cheia de pedras tive que descer a passo. Mal alcancei a estrada para casa voltei a fazer o mesmo, voltei a alcançar o marido e senti-o a correr atrás de mim e a querer acompanhar-me! Quando chegamos ele perguntou-me se tinha fumado alguma erva lá pelo monte porque de repente estava a ver que não me acompanhava!
Foi bom, deu para perceber que consigo mais e melhor mas este não é o meu estilo de corrida pelo menos no monte. Gosto de correr com calma, ir conquistando aos poucos mas de vez em quando para dar uma estafa ao corpo até que me sabe bem.  

Mulher que é mulher...

Vai de fim-de-semana, olha para o armário e pensa que roupa vai levar. Vai começando com roupa simples afinal são só dois dias. Ou melhor, um dia, porque no dia em que sai já vai vestida. Mas pode estar frio e por isso prepara já um casaco que por acaso não fica bem com a roupa que escolhe para o domingo e por isso põe outro. E para jantar, claro que não vou sair com a mesma roupa por isso põe um vestido e mais um casaco para o caso de estar frio. E se não me apetece usar vestido? Então é melhor colocar outra blusa e outras calças porque não vou vestir as mesmas. Não sei como vai estar a noite por isso o melhor é pôr uma camisola mais quente e outra mais fresca. Ainda tenho de levar um vestido ou uma camisola leve para ir à piscina porque não vou andar a passear-me nos corredores de biquini...
Eu pensava que era uma mulher diferente das outras mas vai-se a ver e sou igual!

terça-feira, 19 de maio de 2015

Decisões

Sempre me desvalorizei muito e dei muito valor aos que os outros diziam. "Ah e tal tu não consegues, não vês o caso de fulana e fulana", e eu comecei a achar que os outros tinham razão, eu na verdade tinha uma tímida ambição, não era grande coisa mas não podia sonhar alto porque isso era alimentar ilusões. A verdade é que chega a um ponto que ansiamos por mais, temos uma ambição pequenina mas sentimos que ela chama por nós. E começo a querer voar. Foi um período difícil em que todos achavam que eu andava louca mas eu sabia o que queria, ainda não sabia para onde ia mas sabia o que queria. E sem mais nem porquê esse dia chegou. Uma tal coincidência que parecia irreal. Todos me diziam que tive sorte. Eu chamo-lhe outra coisa.

Mas quando me meti nessa aventura sabia que um dia chegaria ao fim. Não senti este fim como um corte de asas mas senti apenas mais impulso para voar. Afinal eu subestimava-me demais, dava demasiada importância ao que os outros diziam mas tive a confirmação que não era bem assim. Passei mais um período difícil mas o impulso que me tinha sido dado para voar ainda não tinha terminado e eu sou uma pessoa de fé. Um dia, um daqueles dias em que me continuam a dizer que tenho muita sorte mas que eu lhe chamo outra coisa, voltaram a colocar-me as asas. O voo era muito baixo como se estivesse ainda a aprender a voar mas eu esperei, porque era o que me ditava o coração. O voo começou a crescer com alguns altos e baixos porque quem voava mais alto que eu tinha receio que os pudesse ultrapassar no voo. Mas eu só queria mesmo era voar e quando os mais altos se aperceberam que juntos poderíamos ir ainda mais alto começamos a voar juntos e voamos, voamos...eu voava, cansada mas feliz.

Um destes dias sem mais nem porquê, cortaram-me uma asa e eu tive que voltar a voar cá em baixo. Esperei, porque era estranho, pensava que me cortavam uma asa mas que me davam outra, mas nada. Desde este dia que se abriu um espécie de buraco, onde caí e não consigo sair de lá. Já lutei, já esgravetei, já rastejei mas acabo sempre por cair como se houvesse uma força maior a puxar-me para o precipicio. 

Fui tentar perceber porque me tiraram a asa mas como quem a tirou não achou que fosse essa a intenção não fui muito longe mas confirmou que não me vai dar outra e voltei a cair no mesmo poço e desisti. Comecei a olhar para o lado positivo, pelo menos ainda podia voar, apenas com uma asa mas podia voar. Mas, vou ter que me contentar para sempre com uma asa? Terei eu que me acomodar ao lado positivo e ficar a ver a vida passar-me à frente? Eu gostava de poder voar pelo menos com as duas asas. Pode não ser muito alto mas com as duas asas. 

Decidi que não vou ficar parada. Continuo a valorizar o facto de voar apenas com uma asa embora quem a cortou ache que eu continuo a voar alto. Não são cegos, mas recusam ver ou veem o que lhes convém. Decidi que vou lutar, pode durar muito tempo, pode não acontecer nunca mas, pelo menos vou tentar. Procuro quem valorize o meu voo e tenho a certeza que mais cedo ou mais tarde vou encontrar. Triste e amargurada é que não vou ficar. E quando penso nesta decisão que tomei o meu coração fica calmo e feliz.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

O stress das provas nacionais

Ontem tive reunião na escola do mais novo por causa das provas nacionais do 4º. ano da próxima semana.
Falávamos do 4º. ano mas mais parecia que falávamos da entrada na universidade. Crianças com 9/10 anos ainda em idade para brincar com bonecas e carrinhos e têm agora de cumprir um monte de regras numa prova que vai decidir se eles passam ou não de ano. Se as regras não forem cumpridas (por exemplo, não podem ter os cálculos a lápis, têm de cumprir o tempo de exame mesmo que já tenham acabado, quietos e calados, etc) a prova pode ser anulada.
Não sou a favor desta prova. Dizem que é para eles se sentirem preparados para as provas que vão tendo ao longo da vida escolar, para irem preparando a forma de lidar com estas situações, etc. Eu acho que só os põe mais stressados mais cedo, porque as coisas acontecem a seu tempo e tudo tem um tempo para acontecer, não precisamos de antecipar o sofrimento principalmente falando de crianças. Qualquer dia começam a fazer provas no infantário para não terem stress na escola primária....
São crianças tão pequenas, que deveriam dormir descansadas, brincar descansadas, correr, jogar à bola e não andarem meses de stress a fazer provas e mais provas de preparação para as ditas provas, stressados, cansados...eles e nós. Ainda esta noite sonhei com as provas. Porque o meu filho é um aluno mediano e anda muito stressado com tudo isto, e quanto mais o tempo se aproxima mais ansioso fica e qualquer deslize, qualquer bloqueio, ele fica. 
E se reprovar? Se reprovar, tenho 2 dias para pagar 5€ para o inscrever para a 2ª. fase, que é só em Julho e cuja prova será oral e escrita valendo 50% cada e a nota do professor não conta. Valerá a pena sujeitar a criança mais um mês a tanto stress? 
Se o meu reprovar (tenho de colocar esta hipótese), provavelmente vai gozar as férias na paz e no sossego dele, a brincar como ele gosta de brincar e para o ano ficará retido no 4º. ano e ficará mais preparado para dar esse salto. Paciência.

Nem sempre corre bem

Terça-feira fui correr. Mais uma vez fui sozinha e como isso também significa não ter horários resolvi "esticar-me" outra vez. Depois que atinjo um determinado número de Kms já nem sei o que parece fazer menos que isso. Já não sabe a nada porque quero sempre mais. Sei que quando voltar a correr com o marido vamos ter que reduzir novamente mas, enquanto estou sozinha quero aproveitar.
Assim, terça-feira foram 13 kms. Mais uma vez não sentia qualquer dor que me fizesse parar ou não querer fazer mais. Sentia-me apenas cansada mas isso são pormenores, se não fizer mais depressa faço mais devagar como foi o caso. Foram quase 1h40m a correr, sem parar. Cheguei bem a casa, tomei um banho e aqui começou a ficar tudo mal. Cólicas e mais cólicas, umas dores que nem me aguentava de pé. Tive de me deitar sem jantar nesse dia e até ontem andei mal. Não sei se foi coincidência e apanhei alguma gastroenterite, ou se foi de correr tanto quando já não corria há 15 dias. Pode ter sido algum vírus, sim, pois tinha todos os sintomas disso mas as palavras da minha médica volta e meia voltam: "não queiras correr tudo num dia que já não és nenhuma menina".

segunda-feira, 11 de maio de 2015

O medo estraga tudo

O marido já me tinha dito que me ia "apresentar" ao grupo de BTT dele. Não contava que fosse tão cedo porque ele andava a tratar e a descansar o joelho mas como já estava farto de estar parado resolveu quebrar o jejum. Então sábado fui comprar as sapatilhas de encaixe (as do post abaixo) para experimentar no domingo. Os punhos (do post abaixo) comprei-os na net e chegaram na sexta, andava doida para andar com a bicicleta!

Ele sabia que eu andava com sede de esforço físico, aquele em que chego a casa sem me poder mexer! Os primeiros 25km correram bem. Percebi logo que as corridas me estavam a fazer falta porque a minha respiração já não estava como da última vez. Mas fui testando as sapatilhas, conseguia encaixar e desencaixar bem, embora tivesse sempre muito medo de cair. Apesar da lama que encontramos, apesar de ter de andar com a bicicleta às costas e de resmungar porque a bicicleta é maior que eu (!), apesar de as silvas me terem arranhado e andar cheia de sangue, apesar de ser uma aselha e ao sair da bicicleta bater contra o pedal e ficar toda dorida, apesar de tudo isto eu andava bem, super contente. Mas aos 25km os colegas tiveram de ir embora e seguimos sozinhos. Os trilhos começaram a ser cada vez mais difíceis, o que me obrigou a andar com a bicicleta à mão porque não queria cair pela ribanceira abaixo e ir ter ao rio. Eram trilhos muito técnicos, era a primeira vez que usava as sapatilhas e eu já estava muito cansada. De cansada começo a ficar aborrecida e fico chata, birrenta, etc. E para comemorar a primeira vez com as sapatilhas tinha que cair, claro! Bati numa pedra e caí para o lado. A partir dali não era só o cansaço, era o medo também. Cada vez que via uma subida já chorava, porque não tinha forças para subir e tinha medo de não a vencer e cair. Se visse umas pedrinhas no caminho o medo voltava. Até que não dava mais para continuar pelo monte, eu não estava em condições e viemos ter à estrada. Fizemos mais 15km por estrada, incluímos no percurso a ciclovia cá da cidade que eu ainda não tinha experimentado e voltamos. A última subida para casa foi de extremo esforço para mim. Eu já não pensava, eu só me apetecia atirar para o chão com tantas dores que tinha. Chegamos a casa com 41km e depois de um banho já me tinha esquecido do que tinha passado. Mas se me perguntarem se quero ir outra vez, eu digo que sim, mas com calma porque só de pensar já tenho medo de cair.
O balanço apesar de tudo é positivo. Não me doeram os joelhos, não me doeu a lombar e só isso já vale tudo. Agora é uma questão de tempo até me habituar às sapatilhas e perder o medo.

Estão a ver as crianças quando têm um brinquedo novo?

Foi assim que eu fiquei com as estreias do fim de semana: 






sexta-feira, 8 de maio de 2015

Frustração

Já não corria há mais de uma semana. Ora porque chovia torrencialmente, ora por causa das actividades dos meninos, ora porque a minha mãe precisava de mim, enfim, fui sempre adiando.
Decidi que ontem não estava para ninguém, o meu corpo ansiava por uma corrida. O marido tinha decidido quebrar o jejum e ir comigo. Fiquei contente por voltar ao monte mas ontem de manhã disse-me que já não ia, ao fim do almoço já ia e afinal acabou por não ir. 
O tempo não estava muito famoso por isso pus-me a caminho. 
Antes de sair tenho sempre o meu trajecto pré-definido e faço exactamente o que tinha pensado para não me atrapalhar muito em pensamentos e seguir o meu objectivo que é correr. A minha volta passa por fazer uns 3kms na freguesia, descer à cidade e voltar. Ouço o sino a tocar para funeral e entro em pânico! A minha passagem é pelo cemitério e não quero mesmo passar por lá na altura do funeral. E agora? Pareço uma barata tonta sem saber o que fazer. É o mal de fazer sempre o mesmo trajecto, no caso de um imprevisto como este não sei para onde me virar. Decidi ir em frente e lá descobri uma estrada que dava a volta por cima do cemitério e vinha ter ao mesmo sitio. É mais um km mas o meu objectivo é ir à cidade. Azar, mal passo o cemitério começam a cair umas pingas, continuei, sempre a pensar que passava mas elas eram cada vez mais e pesadas e começo a ficar com o meu casaco encharcado. Resolvo correr até encontrar abrigo e aí decidir o que faço mas foi tão difícil lá chegar que a decisão de voltar foi quase imediata. Chovia a potes e correr a chover com óculos é como conduzir sem ligar as escovas limpa para-brisas. Voltei para casa encharcada em água e com 4kms corridos. Fiquei ali parada, a olhar para a chuva. Que tristeza, que frustração...

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Amnésia

Enquanto vou passando as tardes no arquivo do estaminé a empacotar coisas antigas, são muitos os pensamentos que me vêm à mente. Tento afastar todos os que não me fazem bem parece que passo a tarde em luta constante com a minha mente. Aos poucos eu vou dominando-a, vou-lhe mostrando quem manda e não a deixo vencer. 
De repente assalta-me à memória as ervilhas...faltam-me ervilhas para o jantar. Coloco na mente uma passagem pelo supermercado quando sair do escritório. Penso em apontar "ervilhas" num papel e guardar no bolso em modo de lista de compras. Mas penso na estupidez que é marcar apenas uma coisa, eu sei que tenho de ir ao supermercado e são só ervilhas.
Saio do trabalho e de forma automática dirijo-me para o supermercado. Entro e apercebo-me que estas superfícies comerciais têm o poder de provocar amnésia nas pessoas. Percorro os corredores em busca do que lá fui comprar mas a memória trama-me. Há outro efeito que os supermercados provocam nas pessoas, é o da atracção. Somos atraídos para aquilo que não precisamos e para as porcarias que não deveríamos sequer saber que existem. Não tarda nada estou na caixa cheia de coisas que provavelmente não preciso. Chego a casa e verifico que comprei tudo, menos as ervilhas.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

O tamanho importa

O meu patrão trouxe para cá a filha de 3 anos para passar a tarde com ele. Ela é um bocadinho irrequieta e não parou enquanto não foi descobrir os cantos à casa. Quando me "descobriu", meteu conversa comigo e já não quis sair daqui. Tirei-lhe uns desenhos da net e fui-lhe buscar uma cadeira para pintar ao pé de mim. No final do dia, chega o irmão que tem 9 anos e que vem para cá muitas vezes mas qualquer tablet com jogos é suficiente para o fazer passar o dia fechado no gabinete do pai. Como a irmã estava ao pé de mim, ele resolveu-se a ficar também. Falei-lhe que também tinha um filho quase da idade dele. Perguntou-me muito admirado se tinha filhos e eu respondi-lhe que tinha dois. Ele arreguila-me os olhos e diz-me "tu não podes ter filhos!", ao que eu pergunto "porquê?": -"porque tu és muito pequena!".   

terça-feira, 5 de maio de 2015

O problema dos homens

São imensos. Todos os dias têm um problema novo. Ou há-de ser problemas com a família, ou há-de ser problemas com o carro, a mota, a bicicleta, ou uma borbulha nova que nasceu e sabe-se lá no que pode dar, ou uma dor aqui, outra ali, ou são os problemas do trabalho e esses são sempre muitos. Mas está ali uma mulher para lhe dar alento, para lhe dar conselhos, para lhe dar uns mimos ou até para mandar um berro quando insiste em afundar-se no problema. Calha de um dia uma mulher ter um problema e precisar desabafar....
...esqueçam, uma mulher não pode ter problemas e muito menos precisar de desabafar. É isso e ficar doente.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Maio



Maio vai ser um mês em cheio. Cheio de nervosismo porque uma mãe sofre sempre com as coisas dos filhos e este mês será recheado de coisas para ambos. Cheio de mudança, espero que boa, embora não queira alimentar muitas ilusões para não me desiludir. Há tanto tempo que espero Maio, finalmente chegou. Seja bem-vindo e que  me dê muitas alegrias.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

(in)Decisões para o fim-de-semana


CORTO NÃO-CORTO CORTO NÃO-CORTO CORTO NÃO-CORTO CORTO NÃO-CORTO



Está mais ou menos neste ponto que é o mínimo para fazer um rabo-de-cavalo em condições para correr e uma trança pequenita para o BTT. Se o corto, por pouco que seja, não dá para fazer grande coisa.

Oh....!

Chegar hoje ao blog e perceber que ontem foi o dia que mais visitas tive, apetece-me dizer:


Obrigada pelas vossas visitas, pelos vossos comentários, pelas vossas palavras.
Ontem já andava melhor, hoje estou bem e com o fim de semana prolongado vai ser perfeito para ficar definitivamente bem.
Voltem sempre, e preferência quando estou feliz, gosto mais de mim assim!

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Correr para esquecer...

...esquecer a tristeza da desilusão.

Há muito tempo que não vinha ao meu (e ao vosso) cantinho. Andei com tanto trabalho que não permitia pensar noutra coisa. A partir de agora terei mais tempo.

Andava nas corridas pelo monte, mas devido à lesão do marido, que se agravou, na semana passada voltei à estrada, sozinha. 

Ontem o ânimo era muito pouco. As lágrimas teimavam em querer saltar e eu só queria mesmo era deitar-me na cama e chorar toda a minha tristeza. Mas pensei que correr poderia ajudar a esquecer. Estava mesmo com vontade de deitar tudo cá para fora. 
Comecei devagar, esta semana tenho muito tempo porque não tenho que ir buscar o meu filho, resolvi ir até onde as pernas me permitissem. As lágrimas quiseram saltar vezes sem conta mas concentrei-me na corrida e na música. Quando cheguei à cidade pensei em ir pela marginal mas tinha medo de não aguentar tanto. Que se lixe, se não conseguir correr, caminho, ninguém me vai bater e tenho de aproveitar quando tenho tempo. Mas fui de corsários e meia manga e ao chegar à cidade, a nortada arrefeceu-me. Pensei em desistir da ideia e voltar para casa. Mas eu estava bem de pernas e a tristeza que sentia estava a puxar-me para correr, correr, correr....Ignorei a nortada, fui à marginal e encontrei-a cheia de gente que corria e que caminhava. Apercebi-me mais uma vez que os meus passos são muito curtos e lentos em relação aos outros mas, naquele momento isso nem foi importante, eu só queria correr e esquecer. Na volta para casa fiz um percurso bastante diferente que o habitual, queria fazer coisas diferentes. Não me doía nada, só a alma. Fiquei com pena de chegar a casa, eu só queria mesmo era continuar a correr. Quando parei é que tive noção de como estava o meu corpo: todo rebentado! Senti tantas dores mas tantas que nem conseguia andar. Por momentos senti-me feliz...o que eu precisava disto! Parece contradição mas aquelas dores puseram-me com uma leveza enorme, sentia-me nas nuvens. 
No final até nem foi nada de especial. Foram 12kms em 1h15m. Mas foi bom!

(As lágrimas rolaram toda a noite mas isto passa, nem sempre a vida corre como a gente gosta e eu sou muito de chorar tudo de uma vez e no dia seguinte levantar a cabeça e seguir em frente. Ainda não decidi para que lado sigo mas o tempo me dirá o caminho a seguir).

terça-feira, 14 de abril de 2015

Abundância

Só consigo ganhar o euromilhões em sonhos mas por cá não falta nada. Antes pelo contrário, a continuar desta forma acho que tenho de pensar em aumentar a minha cozinha pois começa a ficar pequena para tanta coisa.
Depois que o meu pai faleceu, a minha mãe resolveu entreter-se na horta. Ou ela faz muitos mimos aos legumes, ou a terra é muito fértil, ou o tempo está a ajudar para a agricultura, a verdade é que tem tido legumes para dar e vender e está tudo com um aspecto tão fresco, tão bom que dá vontade de comer tudo mesmo cru!
Como raramente faz sopa e a minha irmã não cozinha, minha mãe enche-me de coisas. Mas eu apesar de comer sopa todos os dias, alface, lasanhas de legumes de quando em vez e batatas mais vezes do que é costume, não consigo comer tudo o que ela me dá. Por isso resolveu repartir pelos vizinhos e amigos. Só que os vizinhos e amigos também têm abundância de outras coisas e vai daí faz-se trocas. São sacos e sacos de laranjas, limões e dúzias de ovos caseiros. Como a minha mãe não gasta nem metade do que lhe dão, manda quase tudo lá para casa.
Então para além do frigorífico cheio de legumes, é a minha banca cheia de bacias com batatas novas, ovos caseiros, limões, laranjas, maracujás. As laranjas vão se acumulando em caixotes pelo chão porque a sogra também dá e a Senhora que toma conta do filho mais novo também dá.
Portanto, nos próximos tempos não morro à fome e a tendência é para me tornar definitivamente vegetariana já que não há vizinhos com abundância de coelhos, galinhas, porcos, vacas (não querias mais nada, não?)!

sexta-feira, 10 de abril de 2015

E o BTT?

Esta semana tem sido bastante complicada, há coisas que queria escrever mas a falta de tempo não me deixa.
Já lá vai uma semana, no feriado de sexta-feira, fomos dar uma volta de bicicleta. Não podia ser muito grande por causa da lesão do joelho do marido.
Andava com uma preguicite que só visto. Nessa semana não corri, já não me lembrava da última vez que peguei na bicicleta e sabia de antemão (porque eu sei sempre tudo!) que ia correr mal. As minhas pernas não iriam aguentar e ansiava por não ver muitas subidas tal era a peguicite. O percurso que combinamos fazer foi o que fiz pela primeira vez e que volta e meia, para treinar tempos, voltamos a fazê-lo. Já sofro por antecipação, há ali umas subidas que até já estavam a correr bem mas só penso que há tanto tempo que não pego na bicicleta, isto vai correr muito mal.
Ok. Mal me pus em cima da bicicleta a preguicite passou e a vontade voltou. Comecei bem e andava bem. Começaram as subidas e até correram bem, no final da subida já não fiquei com aquela respiração ofegante que me faz quase lutar pela vida e nem uma palavra me deixa dizer tal é a necessidade de respirar, não fiquei com aquelas dores nas pernas que parece que me cortam coma faca, até me ria e divertia com a situação. 
Até que chegaram, no final, aquelas que eu não consigo fazer. Que são demasiado ainda para mim e que apenas consigo 1/3 delas e depois tem de ser à mão. Bem, pensei eu quando vi a primeira, hoje tenho desculpa porque há já bastante tempo que não pego na bicicleta, não há-de ser vergonha nenhuma. Comecei, pedalei, pedalei, não olhei, pensei que ia desistir quando olho e estou lá em cima! Venham os foguetes que eu não cabo em mim de alegria e felicidade. Tenho de parar, para rir, sei lá! Eu consegui, eu consegui! 
Irritei-me várias vezes durante o percurso, como de resto tem sido das outras vezes, mas desta vez como estava melhor irritou-me ainda mais. Pois eu não tenho sapatilhas de encaixe porque como ainda não estou muito habituada saio muitas vezes da bicicleta é meio caminho andado para andar aos tombos, por isso ando com as sapatilhas e pedais normais. Acontece que o pé está sempre a sair do pedal ou a sair do sitio e quando deveria pensar em ganhar velocidade, estou a pensar em colocar o pé no sitio. Que irritação!
Decidi-me: vou comprar sapatilhas de encaixe. Afinal enquanto o marido não estiver bom vamos ter que fazer voltinhas soft, assim começo a usar as sapatilhas e vou-me habituando nestes trilhos mais fáceis, a tirar a sapatilha do pedal. Ainda não comprei mas vai ser breve!

Sensações maravilhosas

Ganhei o Euromilhões!
São 3 milhões de euros mas a semana passada já tinha ganho uma boa quantia!
Depois da euforia e da reclamação do prémio, eis que começamos a fazer planos. Vender a nossa casa para comprar uma maior foi o primeiro projecto embora não entenda muito bem porque vamos vender a nossa casa, por necessidade de dinheiro não há-de ser. Mas adiante, queremos comprar uma casa grande, com jardim, piscina e de preferência com pomar. Nós gostamos de pomares. 
Depois segue-se o carro. Não sei porque ficamos só por um mas queremos um carro grande porque quando for passear não vou deixar a minha mãe em casa sozinha e volta e meia também posso levar a sogra embora essa já se desenrasque sozinha. 
Ah! E Viagens? Podemos começar já a pensar numa para começar depois outras virão. Pensamos no Brasil mas há outros destinos de sonho e Brasil não é um destino muito apetecido pelos dois. 
Posso criar o meu próprio negócio porque o dinheiro não dura toda a vida. Hum...mas o ramo que eu tenho mais experiência não dá muito lucro...pensamos depois.
Quero ajudar a família e começo a pensar em valores para oferecer a cada um. Mas penso automaticamente que a minha lista já vai muito longa e que não tarda nada com tanto projecto o dinheiro acaba e não quero viver novamente na corda bamba. 
E eu? Posso começar por fazer uma marcação num SPA, cabeleireiro, arranjar as minhas unhas e tratar do meu corpo. Sem falar na roupa, a minha perdição, olha agora posso vestir tudo o que achar lindo e o filhote mais velho que é mais vaidoso que eu? Ena, ele vai delirar quando perceber que pode comprar as lojas quase por inteiro! 
Hum...parece que já tenho negócio...uma loja de roupa com uns armários lindíssimos, cheia de funcionárias e muitos clientes, há muito movimento...mas não gostei da confusão e vou ter que pensar numa forma de organizar aquilo porque gostei muito da loja, vendo coisas originais....

De repente abro um olho....ouço barulho....NÃO! Mas foi só um sonho? Não! Eu não quero acordar, deixem-me fechar os olhos outra vez, esta sensação é tão boa, deixem-me viver este sonho só mais um bocadinho por favor! 
Não vejo a hora de chegar logo à noite, já só quero adormecer e continuar a sonhar!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

De volta às corridas

Depois do trail as dores de pernas eram tantas que a semana passada parei completamente com as corridas. As minhas pernas não aguentavam. Resolvi iniciar novamente esta semana até porque depois da Páscoa convém não parar muito!
A semana de trabalho começou mal. Só recomeçamos ontem ao inicio da tarde e por isso também acabei por sair muito mais tarde do escritório. O marido anda meio lesionado de um joelho por isso não ia correr comigo. Decidi que não ia. Estava muito cansada, não tinha lanchado e já era tão tarde, resolvi adiar.
Mal cheguei a casa, ele já estava equipado à minha espera. Decidiu que afinal ia correr e "obrigou-me" a equipar-me e ir. Nem me lembrei de comer e senti fraqueza todo o caminho. 
Fomos pelo monte tal como tínhamos previsto mas os primeiros 4 kms são sempre a subir. A minha respiração começou logo a ficar ofegante por isso não apressei muito o passo. Mesmo que quisesse também não conseguia. No trail fiquei com uma dor na virilha que se estende até à coxa. Com tantos dias de descanso acabou por passar mas ontem voltei a sentir essa dor. Talvez, por causa das pressas, não fiz aquecimento. Apesar disso não parei, foram 7.5 kms mas sofridos. Tentei alongar ao máximo no final mas hoje continua a doer. Quero ver se fico melhor porque quero voltar à minha rotina habitual que me faz tão bem. Lembrei-me de tomar suplemento de magnésio porque não como muitos alimentos que o contém. Bananas não posso comer por isso vou tentar o suplemento, se não fizer muito bem, mal também não faz, já tomei várias vezes por outros motivos.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Visual Novo

Porque a Primavera já se faz sentir e as minhas montanhas já estão "pintadas" de outra cor. 

De Abril...

Preferia receber águas mil (ou milhões) durante o mês todo, do que a visita de uma pessoa que vem cá passar a Páscoa (não é a sogra, é a nora da sogra).

segunda-feira, 30 de março de 2015

O trail

Pois, o trail.
Estava ansiosa e quase não dormi. 
Estava cheia de vontade de começar mas estava tanta gente, muitas equipas, gente com mais vontade que eu, gente que só tem pele e osso, gente com bastantes mais gorduras que as minhas. Não interessa, o que interessa mesmo é a festa, é a diversão, é a experiência porque nunca na minha vida tinha participado numa prova desportiva nem nunca tal coisa alguma vez me passou pela cabeça.
Saímos em correria mas como não corro tanto como os outros, ao chegar à primeira subida no monte já ia tudo a caminhar e em fila indiana por isso, mesmo que quisesse correr mais um bocado não dava. Bom, pelo menos percebi que não era a única a abafar nas subidas e a parar quando vê uma subida acentuada. Os aproximadamente 200 que iam comigo partilhavam do mesmo estado física e falta de preparação. 
A partir daqui foi quase sempre a subir, deu para correr uns 2 minutos de meia em meia hora. De resto era muitas subidas, muitas pedras, pedregulhos, muitas raízes, tudo aquilo que eu já sabia mas que contava que entre as subidas houvesse mais rectas, mas não. Houve uma altura que até de gatas tive de subir. É trail!
As descidas também não eram melhores, bem tentava correr mas havia muita pedra solta e estava sempre a escorregar. Numa das descidas tivemos que fazer um cordão humano para nos ajudar-mos uns aos outros a descer.
De novo subir, subir, subir. Eu só olhava para o gráfico do post anterior, que vinha impresso no dorsal e só pensava que a última subida já tinha passado, afinal já tinha subido e descido mais vezes do que as que aparecia no gráfico mas o marido dizia que não, o pior ainda estava para vir. E o pior é que ele tinha razão! Voltamos a subir, e esta subida deu cabo dos meus músculos todos. Chegamos ao topo e finalmente começamos a descer, mas era só escadas e mais escadas, depois lá chegamos a uma altura em era só correr uns 5kms até à meta...isto se eu tivesse pernas para isso porque estava toda dorida e já só mancava de um lado, mancava de outro. Mas corri, corri o mais que pude.
Volta e meia ouvia-se o pessoal a gritar no monte porque se faz muito silêncio. Já nestes últimos 5kms entramos numa quinta e ouvi gritar mas pensei que fosse o pessoal no monte. De repente vejo um Senhor estendido num degrau ao pé de uma fonte. Paramos e perguntamos se estava bem. Estava com cãibras e cada vez que se lhe tocava na perna ele gritava. Fez-me muita pena. Nunca tinha visto ninguém com cãibras embora o marido tenho dito que em provas de BTT já teve nas duas pernas ao mesmo tempo. Mas eu não vi. Vi aquele Senhor e fiquei com muita pena dele, faltavam 5kms para a meta, era a parte melhor e ele ficou ali pelo caminho. Tentamos ajudar o mais que pudemos mas ele estava desanimado e pediu para o deixarmos.
Voltei a correr o mais que pude que não era muito mas corri até à meta. 
Nem vou falar da minha classificação porque embora nem tenha tido o prazer de conhecer o "homem-vassoura", a minha classificação conta-se melhor de último para primeiro do que o contrário. Mas cheguei ao fim e era esse o meu objectivo. Ainda trouxemos os prémios de "finisher", que incluiu uma garrafa de vinho, umas meias e outra coisa que eu tenho de descobrir para que serve!

Diverti-me imenso, o percurso foi espectacular. Eu já conhecia aquele monte, já fui lá muitas vezes de carro. Mas a partir de agora vou olhar para ele com outros olhos! Tivemos 2 abastecimentos pelo caminho e mais um no fim mas como sempre eu não tinha muita fome. Comi marmelada, bolas de berlim e coisas nojentas, cheias de açúcar, que eu detesto mas que precisava. Ficava-me no presunto e nas batatas fritas que tinha no 2º. abastecimento mas eu já estava tão cansada, já nem contava com aquele e já só queria chegar ao fim. 

O balanço foi positivo: não caí, não tive cãibras, cheguei viva e feliz!

Apesar de ter sido muito difícil e andar cheia de dores no corpo todo que mal me posso mexer, já decidi: acabaram-se as corridas na estrada. A hora mudou e agora as corridas vão ser só no monte. Vou treinar as subidas e as descidas e já não quero outra coisa. Venha o próximo que eu já me vou preparar para ele.

quinta-feira, 26 de março de 2015

10 Anos!

Há 10 anos atrás era então sábado de Páscoa. No dia anterior, como não tinha mais nada para fazer tinha comido amêndoas atrás de amêndoas e quando acordei estava cheia de dores de barriga. Quem me mandou comer tanta amêndoa, sabendo eu que me faz tão mal. Desejei tanto não ter as comido, agora estava ali contorcida de dores. Escondi-as, não voltaria a pegar nelas até me lembrar deste triste episódio. Passei a manhã toda cheia de dores. Mas começo a perceber que as minhas dores iam e vinham e parecia que tinham hora marcada, só apareciam de x em x tempo. Comecei a achar estranho e comecei a controlar o tempo. E vai que afinal não eram amêndoas nenhumas, era apenas o meu M. que finalmente se decidia a nascer! 
Nasceu às 18h muito chorão e muito mamão! Ao contrário do irmão que nasceu loirinho e de olho azul, herança da mãe, o M. nasceu moreno, cabelos pretos e uns grandes olhos castanhos, herança do pai. Lindo, lindo!
Há 10 anos o nosso mundo ficou mais rico, mais carinhoso, mais amoroso, mais fofo, mais doce! Apesar de todos os contratempos que nos tem feito passar nestes 10 anos é talvez por isso um menino mais mimado e que nos sabe tão bem dar a volta quando estamos zangados, com a sua carinha de piedade, com os carinhos que nos faz, com o amor que nos dá. 

Hoje, é o único dia no ano em que aquela grande cadeia de fast-food recebe a nossa visita. Espero bem que estendam o tapete vermelho, gente importante vai visitá-los! É o único lá de casa que gosta de lá ir e já sabe que isso só acontece no aniversário dele. Hoje vai acompanhado de mais dois amiguinhos, os amigos do coração, diz ele. Depois segue-se festa rija em casa com o resto da família.

Parabéns meu príncipe!

(Eu não sei como expressar isto mas sinto uma felicidade tão grande dentro de mim que parece uma bola de energia prestes a explodir a qualquer momento. É sempre assim nos aniversários cá de casa, é a gente da minha vida, os meus amores e eu irradio de felicidade por todos os cantos, por mim e por eles.)

terça-feira, 24 de março de 2015

As crianças têm sempre razão

Hoje à hora de almoço tive de ficar com a minha sobrinha de 6 anos. Enquanto almoçava, diz-me ela:
"Sabes tia, estive a pensar (ui, quando uma criança de 6 anos pensa nunca sai coisa boa) e acho que devia ser sempre assim: sábado, domingo, sábado, domingo, sábado, domingo". Quanto a vocês não sei, mas eu concordo plenamente!

segunda-feira, 23 de março de 2015

Último treino

Sábado fizemos o último treino para o trail que é já no próximo domingo. 
Corremos no monte para que eu me preparasse e soubesse o que me espera :)
Primeiros 2kms correram mal, muito mal. Mal começamos a correr a minha respiração começou a ficar ofegante e como eram só subidas não havia meio de passar. Não me sentia bem, faltava-me qualquer coisa para além do ar. O marido ia insistindo comigo e dizendo que era normal, eu deveria estar cansada pois só tinha passado um dia desde o último treino e que tinha sido pesado para mim. Sentia-me sem forças nenhumas, cada vez que via uma subida só me apetecia chorar. Ele ia puxando por mim, ia tentando me animar mas eu comecei a sentir tanto cansaço que não aguentei. Sentei-me numa pedra e comecei a chorar. Ele insistiu para eu não me preocupar que não se passava nada de anormal, era aceitável o que estava a sentir. Comecei a pensar em desistir já que ainda estávamos a começar. Mas deixei de ter vontade de chorar e tentei novamente.
Como sempre, chorar para mim não é sinal de fraqueza, antes pelo contrário, alivia-me a alma, põe-me mais calma e dá-me mais força.
Depois deste episódio olhava para cada subida como um desafio, queria mais e mais subidas mais pedras, mais raízes. Paramos algumas vezes para apreciar a vista fantástica. Fiquei encantada e agradecida porque os donos das matas resolveram limpá-las e se a sensação de liberdade já é fantástica, com os montes limpos desfrutamos muito mais, é brutal!
Consegui fazer 12kms em 1h50m. Fiquei desiludida mas o marido diz que para ser trail que é muito bom. Eu só sei que fiquei toda dorida nas pernas e que ainda hoje estou. Mas ficamos por aqui, até ao trail está tudo feito, seja o que Deus quiser. Eu já só penso que o "homem-vassoura" vai ter muito trabalho comigo mas paciência, temos que começar por algum lado!

sexta-feira, 20 de março de 2015

Sempre a abrir

Era dia de festa da princesa, andava com uma dor de cabeça chata da qual já não havia memória e um desafio. O desafio de fazer a última preparação para o trail, que é já na próxima semana, acrescentando mais um ou dois quilómetros. E o medo, de não conseguir, acompanha-me sempre. Tenho de aprender a relaxar!
Atrapalha-me sempre os horários. Normalmente o horário para ir buscar os meninos, ontem era o horário da festa de anos. Não gosto que esperem por mim e tinha receio de não conseguir chegar à hora marcada. Nos primeiros 3kms é sempre a mesma coisa, vontade de desistir. Por acaso ontem estava bem fisicamente, tirando a dor de cabeça que me aborrecia mas não me doíam as pernas embora estivesse sempre com receio que acontecesse como terça-feira e que não aguentasse as dores. Mas nada me fez parar. Até aos 10kms corri como se estivesse a começar, estava bem, e era capaz de fazer mais uns quilómetros. Não corria muito depressa, tinha um ritmo certo e é assim que gosto. O meu stress com as horas não me deixou ir mais além, embora eu quisesse muito, por isso voltamos a casa. Estes últimos 3kms de volta são sempre os mais dolorosos, é sempre a subir e ontem corria contra o vento o que me dificultou ainda mais. 
No total foram 13kms em 1h30m. Não fiquei satisfeita. Queria fazer os 15kms para ter a certeza que consigo. Por isso este ainda não foi o último treino longo. Vai ser sábado e vai ser só monte. A ver como corre e se estou preparada para o trail. 

quinta-feira, 19 de março de 2015

Hoje não há lágrimas, hoje é dia de festa

Hoje é Dia do Pai. Faz precisamente hoje 2 meses que o meu partiu. 
Nunca festejamos este dia, ele não gostava. Dizia que era tudo comércio porque o dia do pai era todos os dias.Mas era sempre lembrado nem que fosse com um beijo. Hoje, onde quer que esteja, já recebeu o meu.

Mas hoje também é dia de festa e a presença dele vai fazer-se sentir. Porque hoje é o aniversário da D., a minha sobrinha e afilhada. Ela que ficou tão triste porque o "Zé", como lhe chamava, não esperou pelo aniversário dela, mas não é por isso que não será festejado. 
Era já quase sem forças e com um pouco de esforço, a voz quase não se fazia ouvir e as palmas saíam curtas e vagarosas. Mas o que não desaparecia era o sorriso, de ver os netos felizes aos gritos a cantar os parabéns como se quisessem gritar ao mundo que estão vivos. 
Hoje contamos com o "Zé" para nos dar força para cantar os parabéns e abraçar a D. quando soprar as 9 velas.

PARABÉNS D.!

quarta-feira, 18 de março de 2015

Eu não disse nada, o aviso fala por si

(Encontrei-o hoje numa estrada que estava em obras)

Há dias assim

Ontem foi um dia menos bom. Andei com a moral em baixo, o dia não correu muito bem.
Vontade de ir correr nunca há, ontem muito menos havia. Mas tenho que treinar para o trail, por isso mal cheguei a casa equipei-me logo, lanchei e preparei-me para sair. O marido chegou mais tarde e não havia maneira de sair de casa. Ou porque se esqueceu disto, agora foi aquilo, agora falta não sei quê...ainda dizem que são as mulheres. Saímos tarde, a minha falta de vontade e a tristeza que sentia também não estavam a ajudar nada. Comecei a sentir dores nas pernas muito cedo, ainda por cima ele estava sempre a resmungar comigo, porque eu não estava a correr nada, para me despachar, para abrir mais o passo, estamos a demorar mais que o habitual...a determinada altura só me apetecia parar e chorar. Se estava mal fiquei pior e as dores nas pernas não me davam tréguas. Corri como podia. Cruzamo-nos com um senhor lá da terra que também corria. Queria muito acertar o passo com ele mas eu já me arrastava estrada fora. Comecei a pensar no trail e que não vou conseguir chegar ao fim. Fiquei mais triste ainda. Raio de treino aterrador. Espreitei o Senhor e tentei ser puxada por ele mas ele não corria, acho que voava! Num abrir e fechar de olhos deixei de o ver. Afastei os pensamentos menos bons e pensei que eu não sou o Senhor que já corre há muito tempo (já o ano passado por esta altura eu o via correr) e eu não tenho de correr como os outros. Tenho de correr com o que tenho e como eu posso. 
Cheguei a casa cheia de dores. Estiquei, estiquei mas não resultou muito. E afinal, afinal, fizemos quase o mesmo percurso no mesmo tempo. Mas nem estou preocupada com isso. Apesar de estar aborrecida fez-me bem ir correr. Não quero perder esta rotina. Tenho de pensar que em dias destes tenho que programar outros pensamentos e não me deixar abalar pelos sentimentos que se apoderam de mim.
(Esta manhã na balança já apareceu um digito a menos!)

terça-feira, 17 de março de 2015

Coisas da minha vida

O filho mais velho vai fazer um "contrato de leitura" na escola. Todos os rapazes têm de vestir calça de ganga, camisa branca, gravata azul escura e um blazer a gosto. Não queria muito comprar-lhe um blazer, são muito caros e vai usar apenas uma vez e por isso andei a ver na família se algum lhe servia. Tínhamos já decidido por um mas eu não gostava muito do corte e andava com aquilo na cabeça. Está a chegar o dia e eu lembro-me de procurar na net. Vejo um que gosto muito, está em muito bom preço e num impulso compro-o porque o dito contrato é já daqui a dois dias. No dia seguinte chega a encomenda e eu satisfeita com o que recebo mando-lhe um e-mail com o link do blazer, digo-lhe que o comprei e pergunto se gosta.
Resposta dele: "obrigada mãe, adorei o blazer! Mas a professora disse-nos hoje que o contrato tinha ficado adiado para Junho"!

segunda-feira, 16 de março de 2015

Pedras no caminho

Foi o que mais encontrei este sábado no BTT.
Não posso dizer que foi bom ou que correu bem. Gostei de conhecer novos trilhos mas a falta de prática e de técnica condicionaram o caminho quase todo. Subidas inclinadas, muitas pedras, pedrinhas e pedregulhos, terreno muito acidentado, muita água e muita lama. Caí muitas vezes, nada de grave apenas pisei uma perna, mas se também faz parte é tudo uma questão de paciência, insistência e treino. Há uns tempos atrás se me levassem por estes trilhos, desistia. Mas hoje penso, se na corrida fui insistindo e hoje já não me custa tanto fazer subidas, no BTT acontecerá o mesmo. Tudo faz parte, é apenas uma questão de treino. Com calma e tempo eu chego lá e não posso querer tudo num dia porque ainda há pouco comecei.
Tenho pena que o BTT seja apenas uma vez por semana e que haja sempre pausas. Eu gosto de andar no monte, aquela paz e aquele sossego trazem logo outro ânimo ao nosso dia. Em dias como o sábado passado em que o tempo estava fantástico é a melhor forma de começar um fim de semana. 

sexta-feira, 13 de março de 2015

Nunca imaginei

Quando comecei a correr, há 4 meses, eram apenas 3kms. Chegava a casa com a língua de fora, e com o coração a bombar de tal forma que parecia que me saía pela boca. A muito custo, porque era muito preguiçosa, lá aumentei o percurso para 5 kms, depois 6 Kms e senti-me nas nuvens. Passei para nove e pensei que não conseguia muito mais que isso. 
Esta semana, já acompanhada pelo marido, fomos treinar para o trail com subidas e descidas mais acentuadas. Terça-feira cheguei a casa toda rota, com dores por todos os lados mas foram 11kms! No dia seguinte nem me mexia. Ontem ainda estava muito cansada mas consegui o mesmo percurso, o mesmo tempo e já não fiquei tão dorida.
Ele diz que vamos manter os mesmos Kms até ao trail. Eu gostaria de fazer mais um pouco para ver se aguento mas ele diz que no trail é mais fácil apesar de serem mais Kms.
Seja como for, há uns tempos atrás isto era impensável para mim. Nunca imaginei conseguir correr tantos quilómetros seguidos sem parar. Mais um tempinho e acho que consigo medir forças com os cães que insistem em ladrar-me aos ouvidos cada vez que passo a correr.

Hoje corri toda a noite

Sonhei que tinha ido ao trail. 
Que ia num grupo que corria como eu, num percurso de altos e baixos, pedras. O percurso estava sinalizado com cores, o amarelo era o caminho errado e o verde era o caminho correcto. Enganámos-nos imensas vezes e tínhamos de voltar para trás. E corríamos, corríamos e nunca mais chegávamos à meta mas até me divertia.
Pudera não acordar cansada!

quinta-feira, 12 de março de 2015

sexta-feira, 6 de março de 2015

Hoje sim

Hoje já parece Primavera!

Parece que resulta

Sou um bocadinho ignorante no que diz respeito a alimentação e desporto. Nunca tive cuidados com a alimentação, sempre comi de tudo e quando me apetecia e nunca tive problemas. Só que a idade não perdoa e os maus hábitos que se criam deixam mazelas e são mais difíceis de deixar. Por isso, agora que optei por uma alimentação mais saudável, o meu corpo ressentiu-se e nunca sei muito bem o que faz bem e o que faz mal. Comecei a comer mais fruta e legumes e deixei as bolachas e os bolos de lado. Comecei a fazer desporto e a vontade de comer diminuiu. Então no que respeita a doces, só de pensar já me enojam.
Há 2 anos fiz uma formação muito pequenina em nutrição e dietética mas eu não percebi nada. Até porque não fui à bola com a formadora e como ela não era exemplo de nada, visto que dava 3 de mim, não tinha qualquer credibilidade naquilo que dizia.
Ontem, dia de corrida, antes de sair lanchei então o pãozinho com marmelada e um chá com açúcar. Custou-me imenso, já há muito que não comia marmelada e aquele açúcar todo enojou-me um bocado. Saí para correr mas as minhas pernas ainda estavam doridas de terça-feira e custou bastante No inicio, já me sentia a desanimar. Foi até os músculos aquecerem, a partir daí fui sempre bem. Fiz os 9kms mas da próxima tenho de alterar o percurso. Estou cansada deste. 
Notei diferença. Fiz o mesmo tempo que na terça, 59 minutos mas com muito menos esforço. Não me senti fraquejar, senti mais força, mais vontade. Costumo sentir-me a correr quase com a cara no chão de tão fraca e ontem não me senti assim. A meio da corrida ainda tentei meter um rebuçado à boca mas não conseguia respirar enquanto mastigava por isso foi boca fora!
Vou experimentar também com os frutos secos para ir alternando o lanche. 
Reparei desta vez, talvez porque fui (ainda) mais tarde, que há mais gente a correr nas ruas. Começa a aparecer o tempo bom e toda a gente já corre. Está tudo a mexer!

quarta-feira, 4 de março de 2015

Eu consigo

Sim, ando numa de que consigo tudo e mais alguma coisa, contrariando as vozes que muitas vezes nos chegam do lado.
Esta semana ando a correr novamente sozinha.
Ontem era o dia mas como o tempo estava incerto e diziam que hoje é que ia estar sol, fiquei na dúvida se ia ontem ou deixava para hoje.
Cheguei a casa e não havia ninguém. Não havia marido para me emprestar o telemóvel para eu registar o meu percurso e não havia filho para me emprestar o mp3. Chegaram os 2, tão tarde que já tinha desistido. Mas o marido incentivou-me, diz que tratava do jantar e de ir buscar o filho mais novo para eu ir e não me preocupar.
Tive de levar o mp3 do marido porque o do filho não tinha bateria. Mais valia ter ido sem nada, música de embalar para correr não está com nada. O susto foi quando começaram as músicas do "Bom, o mau e o Vilão" que só ouvia tiros e fez-me parar para perceber se era música ou outra coisa qualquer. Fiz o percurso dos 9 kms, dei tudo o que tinha e que não tinha. Queria chegar orgulhosa a casa e mostrar ao marido o que tinha feito e a velocidade com que fazia as subidas.
Cheguei a casa com 59minutos, sei que foi bom e o marido também diz que foi.
Mas é só isso que tenho para dizer. O meu marido tem a tecnologia mas não percebe nada daquilo e já não é a primeira vez que, não sei o que ele faz, que não grava nada. Só cronometrou. Fiquei danada. Vou ter que arranjar um telemóvel, ou um aparelho qualquer para mim. Eu não uso nada e tenho mais jeito para essas coisas. Logo no dia em que me parti toda. Puxei muito por mim. Mas o que senti ontem, é que tenho pernas para muito mais. Quando eu queria puxava pelas pernas e até corria. Não tenho muito mais caixa, a minha respiração ainda é ofegante mas eu conseguia mais. Faltava-me força. Ele diz que é falta de açúcar, que eu sou uma teimosa que nunca quero comer antes de sair. Mas se eu não tenho fome, porque vou comer? Resta dizer que o meu lanche é fruta com bolachas de água e sal.
Hoje vou ao supermercado comprar marmelada para comer antes de sair. Mas só de pensar nisso já me dá vómitos. Eu deixei de ter vontade de comer coisas doces há já algum tempo. Nem chocolate me atrai.
Um apelo aos que me lêem e que percebem mais disto: será mesmo falta de açúcar ou sou eu que sou preguiçosa ou sou eu que não posso querer mais do que consigo? 
Se for falta de açúcar, deverei comer açúcar antes de sair ou é suficiente comer apenas ao lanche?
Se me poderem dar uma ajudinha agradeço. Se quiserem podem sempre enviar um e-mail que está ali mesmo ao lado mas que deixo aqui na mesma: querosubiramontanha@gmail.com. Dos que me lêem, se houver aí gente que tem mais experiência e que me queiram dar mais alguns conselhos, estejam à vontade, eu preciso e agradeço.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Desilusões de fim de semana

Sábado acordo e vejo o meu quarto a andar a roda. Tudo roda mas nada cai e tento pôr-me a pé mas o chão também roda e as paredes teimam em colocar-se à minha frente. Agarro-me onde posso para não cair e volto para a cama. Não sinto o meu corpo e fecho os olhos a tentar perceber o que se passa mas acabo por adormecer. Quando acordo, tudo continua à roda mas mais devagar. Lentamente vou-me colocando de pé mas sem certezas do chão que piso, tenho a sensação que não estou no meu corpo. Aos pouquinhos começo a fazer algumas coisas mas a sensação de andar na lua não me larga. Vai melhorando aos pouquinhos mas não desaparece.
Primeira desilusão: Foi-se o BTT. Não posso pegar na bicicleta com a cabeça a andar à roda, caía no primeiro instante. No próximo sábado também não há porque há torneio do desporto do meu filho, é cá na terra e tenho de ajudar. Estou outra vez parada.

Domingo é dia de trail para o marido. Eu tinha pensado em ir mas 17 kms é muito para mim. Ainda a pensar que poderia ter-me inscrito, vejo que chove e afasto os meus pensamentos. Vou levá-lo aos autocarros e vejo um mar de gente pronta para ir correr. Sou atacada novamente por um friozinho na barriga e aquela sensação de que gostaria de estar ali. Vou para o sitio da partida e quando os vejo chegar sou novamente atacada por uma enorme tristeza que piora quando vejo pessoas de tal forma enchouriçadas que mais parecia que iam para o Polo Norte do que para um trail. Começo a ver outras com aquelas varas de caminhada. Vejo muita gente conhecida.
Segunda desilusão: Eu podia ter ido ao trail! Tinham dito que se podia caminhar mas eu achei que se era um trail era para correr. Se eu fosse podia ter alternado entre corrida e caminhada, não ficaria em nenhum lugar fantástico mas pelo menos sentia o gostinho de uma prova. Quando os vejo chegar cansados, felizes, molhados e cheios de lama (um dia destes falo da minha "pancada" por chuva e lama), quase morri de tristeza.

Esta semana tenho de correr, tenho de deitar cá para fora esta tristeza de fim de semana.   

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Preocupações de mãe e despreocupações de marido

Normalmente quando chego a casa vou primeiro a casa da minha mãe ver como ela está.
Ontem como já era tarde para ir correr, não fui.
O marido conta que ela apareceu lá pouco antes de eu chegar da corrida:

Mãe: A Sol está doente?
Marido: Não. Foi correr...
Mãe: Sozinha? Tu enlouqueceste? Tu deixaste-a ir sozinha?
Marido: Eu? Eu não mando nela nem na vontade dela.
Mãe: E se ela cai?
Marido: Se cair que se levante, já não é nenhum bebé!

(Já perceberam a quem saio em ser "medricas")

Proud of me!

Já não sou eu que quero, é o meu corpo que tem vontade própria.
Ontem quando saí do trabalho ainda tive que ir ao supermercado e comecei a pensar que ia ficar muito tarde. Depois começou a chover. Já não sabia o que fazer mas sentia necessidade de ir correr. Enquanto ia para casa pensava no que tinha por lá que me pudesse proteger da chuva. Como ia sozinha pensei em levar um mp3 para me acompanhar. Levei o do meu filho, ele sempre deve ter umas musicas com mais "power". 
Não levei nada do que tinha pensado para a chuva, apenas levei o meu jersey do BTT por causa dos bolsos. O marido meteu-me o telemóvel dele para gravar o percurso e "roubei" o mp3 ao filho. Fui antes que chovesse mas ao fim de alguns metros já a chuva tinha começado. Começou a chover mais pesado, ainda pensei em voltar para trás, em parar, mas pensei sempre que ia passar. Não passou, metade do percurso tive de levar com ela. Fui sempre sem parar, estava bem, não me doía nada. A música estava a ajudar, assim nem a minha respiração ouvia.
Na volta. quando passei na capela o sino deu uma badalada. Pensei que estava avariado, das duas uma, ou eu estava muito atrasada ou muito adiantada. Corri mais depressa um bocadinho, já faltava pouquinho para chegar a casa. Entrei logo em casa porque queria ver as horas e fiquei parva a olhar para o relógio. Foi bom, muito bom! Seria da chuva? Seria da música?
Sinto-me orgulhosa, não pelos tempos que fiz, mas porque fui sozinha, algo impensável para uma medricas como eu. Não parei, nunca. Levei um programa novo que diz o meu marido é para partilhar no facebook, essa rede social que eu tanto adoro e raramente me vê por lá, mas armei-me em boa e partilhei! Os meus amigos que se roam de inveja! A mim ninguém me pára!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

O problema

Disseram-me que estava mais magra mas que em vez de ter tanto trabalho a correr e a fazer BTT obtia os mesmos resultados a beber 2lts de água por dia.
Ora, eu não consigo beber tanta água, fico mal disposta parece que no meu estômago se cria um charco. Beber (muita) água faz-me fome, por isso tiro de um lado e vou pôr do outro. E depois, como fica a mobilidade? E os benefícios? É que eu já não vou para nova e preciso mexer-me. A água não dá força às minhas pernas como eu vejo que necessito no BTT, não dá fôlego à minha respiração como eu vejo que necessito na corrida. 
Mexer, a gente precisa é de mexer!
Mas agradeci o conselho, juntei o útil ao agradável e comecei a beber mais do que bebia, assim emagreço mais rápido ainda, o que significa que fico mais leve e consigo ter maior mobilidade na corrida e na bicicleta.
E o problema? O problema é que a casa-de-banho tornou-se o local onde passo mais tempo durante o dia. Melhor seria colar a sanita ao rabo tantas são as vezes que lá vou.